A Vacina Bivalente chegou, e agora quem deve tomar primeiro?

Um novo ano começou e com ele, se iniciou um novo calendário para o Programa Nacional de Imunização (PNI). Atualmente, considera-se ainda urgente a necessidade de imunização contra COVID, principalmente contra a variante ômicron e suas subvariantes, que são as cepas que ainda estão em circulação e como consequência, iniciou-se no final de fevereiro, a vacinação Bivalente.

As atuais vacinas visam diminuir os riscos de complicações associadas à COVID, reduzindo a gravidade, hospitalizações e os riscos de sequelas a longo prazo. Além disso, como já discutido com equipes de infectologistas, para que estas vacinas sejam aplicadas, é importante que a população tenha tomado pelo menos duas doses das vacinas monovalentes, sendo a última há pelo menos 4 meses, uma vez que estas trazem as informações iniciais do SARS-COV-2.

Tendo isso em mente, abaixo, segue o público alvo para o início da vacinação:
– Imunossuprimidos;
– Pessoas acima de 70 anos;
– Grávidas e puérperas;
– Pessoas institucionalizadas;
– Profissionais da saúde;
– Indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

Assim, chegamos a mais uma etapa desta pandemia com a perspectiva de que no futuro, a vacina se torne anual, assim como ocorre com campanhas como da vacina da gripe.

É imperioso salientar que desde o início da pandemia, demais doenças preveníveis, como Sarampo e a Poliomielite, tiveram sua vacinação negligenciada, nos causando verdadeiro horror, a perspectiva de surto relacionado a estas doenças. Portanto, devemos ter em mente que apesar da COVID estar em foco nos últimos anos, ainda somos responsáveis pela erradicação de demais doenças virais potencialmente evitáveis.

Dra. Laura Deltreggia – Pneumologista – CRM 139.374 | RQE 56.673

Compartilhar:

Outros Artigos:

De Olho Na Violência

Entidades médicas têm se mobilizado para enfrentar o que claramente se evidencia em levantamentos estatísticos, e que vem crescendo epidemicamente em ritmo alarmante: violência contra

Psicanálise e filosofia da ciência

A Psicanálise freudiana, desde sua formulação no final do século XIX, tornou-se alvo de debates intensos não apenas no campo clínico, mas sobretudo no âmbito