Precisamos de um Conselho

A data das eleições para escolha dos nossos representantes nos conselhos de Medicina está se aproximando e mais uma vez seremos visitados por grupos das mais variadas roupagens, porém, com algo que merece nossa atenção. Até certo tempo atrás, era inércia e silêncio. Hoje, assistimos a ultra frequentes aparições em mídias, em defesa de velhas demandas da classe médica.
Atualmente há um sentimento de abandono. Por que só agora, o “leão” resolveu acordar e rugir?

O Conselho foi silente não só nos anos da pandemia da COVID-19, quando a classe política e a mídia capturaram o debate em um momento sinistro na sociedade, que envolvia essencialmente uma problemática de saúde, levando a graves prejuízos à devida orientação, que médicos e população mereciam dar e receber. Também houve certa passividade frente ao caos que se instalou por ocasião da invasão e usurpação das prerrogativas do ato médico. Um “laissez faire” que tomou conta das mídias sociais, terra de ninguém, onde médicos e não médicos vêm atuando, inescrupulosos mercenários na Saúde.

Nossos Conselhos se omitiram quando era necessário trazer a população para si e explicar sem viés ideológico, as potenciais e graves consequências das decisões políticas populistas e os sórdidos interesses econômicos envolvidos naqueles que trabalham para transformar a medicina em uma mina de ouro, um grande negócio. Devemos nos centrar numa politica de defesa do interesse científico, pela segurança da prática da medicina, em benefício da sociedade, mantendo equidistância de jogos político-partidários.

Os médicos necessitam:

De propostas de atuação em defesa de condições dignas para o exercício da profissão, da ética e da boa prática e consequentemente uma prestação de serviços em saúde mais segura para a sociedade;

Da presença nas instituições de ensino para a construção de uma relação de confiança e respeito nos jovens ainda em formação;

Da fiscalização efetiva e punição daqueles locais e gestores que não cumprem com condições mínimas que dêem segurança para o exercício da profissão;

Da vigilância sistemática nas mídias sociais para enquadramento compulsório daqueles que se distanciam da ética e praticam um verdadeiro estelionato ao prometerem tratamentos e resultados duvidosos;

Do combate aos intrusos ao ato médico;

Do combate incansável à massificação da formação;

Do estabelecimento de forte conexão de cunho orientativo com a população médica em particular e a população em geral.

Se conselho fosse certeza de ser ser ouvido, diria para você que não pode deixar de votar, tomar cuidado para não banalizar seu voto, pois é isso que irá ocorrer se você deixar para se interessar somente às vésperas do pleito. Será mais uma vez ludibriado, e será mais uma vez, vítima de Fake News e de baixarias, prestando assim, um desserviço para a sua profissão. Relembre e reflita sobre a
última eleição e tome a decisão certa desta vez.

Dr. Gabriel C. Alvarenga – Diretor de Defesa Profissional da APM Indaiatuba

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