Introdução aos tumores músculo-esqueléticos – Parte 1

Tumores ósseos e de partes moles (músculo, tecido adiposo…) são lesões raras, porém podem acometer todas as faixas etárias, podendo ser benignos ou malignos. O diagnóstico precoce é de extrema importância para iniciar o tratamento o quanto antes e se tornar possível a total resolução do caso, para que o paciente volte a sua vida normal e passe o menor tempo possível internado.

Representam menos de 1% de malignidade nos adultos e 15% de malignidade nas crianças.

O paciente vai apresentar como principal sintoma a dor local e em segundo lugar aumento do volume do local acometido (em caso de tumor de partes moles). Também podem apresentar emagrecimento importante e fratura patológica (em caso de tumor ósseo). Outros sintomas são mais específicos de cada tipo de tumor. Na primeira consulta com o ortopedista oncológico o objetivo é realizar uma anamnese e um exame físico completos, a fim de guiar os exames subsequentes para chegar a um diagnóstico. Outro ponto importante é diferenciar se o tumor é primário (originado no local onde se apresenta) ou metástase óssea (secundária de algum tumor primário, podendo ser pulmão, rim, mama, próstata, entre outros).

Cada tumor esquelético se origina de um determinado tecido, sendo os mais comuns:

Tecido ósseo: osteoma osteóide, osteoblastoma, osteossarcoma
Tecido cartilaginoso: encondroma, osteocondroma, condrossarcoma
Tecido muscular esquelético: rabdomiossarcoma
Tecido adiposo: lipoma, lipossarcoma
Tecido fibroso: fibrossarcoma

Também é muito importante se atentar a faixa etária do paciente para direcionar sua hipótese diagnóstica, pois alguns tumores são mais comuns em determinadas idades. Por exemplo, os sarcomas ósseos, os cistos ósseos simples e o sarcoma de Ewing são mais comuns em crianças e adolescentes, enquanto que as metástases, o mieloma múltiplo e os condrossarcomas são mais encontrados em adultos e idosos.

Para chegar a um diagnóstico utilizamos a Tríade de Jaffe, composta por PATOLOGIA + RADIOLOGIA + CLÍNICA. As 3 partes são fundamentais, sendo interdependentes. Após entender a clínica do paciente e estabelecer algumas suspeitas partimos para a solicitação de
exames complementares (laboratoriais e de imagem) e por fim, a biópsia, que veremos com mais detalhes na próxima edição.

Dra. Monize Bernardinetti – CRM-SP: 206.140

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