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Insulina Inalável para o tratamento de diabetes

Publicado em 24/06/2019 às 15h17

Autor: Desconhecido - Não Declarada



A nova insulina, denominada Afrezza®, é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. A utilização será feita pelo paciente por meio de um inalador – nele, é encaixado um cartucho para que o pó seja aspirado. A substância é levada ao pulmão e absorvida pela corrente sanguínea. A insulina inalável tem um perfil de ação único e muito mais rápido do que a insulina administrada de forma subcutânea. A mais rápida das insulinas começará a agir, até ser absorvida pela pele, dentro de 30-40 minutos, e seu efeito terá duração de 4 ou 5 horas. A insulina inalável é absorvida rapidamente pela corrente sanguínea e começa a agir em 10 minutos, com pico de ação em 15 minutos, e um efeito que dura de 2 a 3 horas”. Além disso, a forma de aplicação garante uma comodidade e qualidade de vida para o paciente, que não precisará mais usar tantas agulhas diariamente. O efeito é o mais semelhante ao do pâncreas de um ser humano sem diabetes, porém, o desenvolvimento desse tipo de insulina é desafiador e custoso. “Até então, os inaladores que conhecíamos só eram capazes de levar partículas até os brônquios, mas, no caso da insulina, ela precisaria chegar ao alvéolo. Também é necessário que a partícula tenha exatamente entre 1 e 3 mg. Se ela for mais pesada que isso, pode ser depositada na boca. Se for mais leve, pode ser eliminada na expiração. Dessa forma, ela nunca ficaria depositada onde deveria para ter o efeito correto no organismo”, explica o Dr. Freddy Eliaschewitz, assessor científico da SBD. Vale lembrar que o uso dessa insulina é contraindicado para alguns pacientes: asmáticos, com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), com fibrose pulmonar e tabagistas, além de menores de 18 anos, pois ainda não foram realizados estudos com pessoas dessa faixa etária. As doses de insulina inalável são de 4, 8 e 12 unidades. A endocrinologista Andressa Heimbecher (SBEM-SP) diz que, com as opções injetáveis, é possível fazer doses de até meia unidade, sendo permitidas até em crianças. O tratamento de insulina é composto por dois tipos de insulinas combinadas. Geralmente, o paciente diabético tipo 1 usa insulinas de ação lenta, ultralenta ou intermediária combinadas com insulinas rápidas e ultrarápidas. A insulina inalável substitui somente este último grupo, tendo a desvantagem do paciente não ficar totalmente livre das injeções. As Sociedades recomendam que o paciente não faça a troca das insulinas sem consultar seu médico, pois existem chances de desenvolver algum tipo de alergia, asma, bronquite, fibrose pulmonar ou pode haver um descontrole do diabetes devido à mudança de tratamento. Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo.

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