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Cuidados Paliativos

Publicado em 28/05/2019 às 10h33

Autor: Não definido - Não definido



"O sofrimento só é intolerável guando ninguém cuida" (Ciafr Saunders) 
Segundo o neurologista Dr. Luiz Antonio da Costa Sardinha: "As alterações que a sociedade vem apresentando com a maior longevidade da população, a questão da terminalidade de vida, ou seja, como queremos e podemos terminar a nossa vida, trouxe uma discussão sobre os cuidados que gostaríamos de ter em nosso tempo final". Alguns conceitos muito importantes para entender toda a esfera dos cuidados paliativos: Qualidade de vida: bem-estar, tal como definido pelo indivíduo de acordo com seus anseios e demandas. Relaciona-se tanto com as experiências que são significativas e valiosas para o indivíduo quanto com sua capacidade pessoal de ter tais experiências. Paciente: a pessoa que tem uma doença aguda, crônica ou avançada. O termo paciente, ao contrário de cliente, é usado no reconhecimento da potencial vulnerabilidade do indivíduo em qualquer momento no decurso da doença. A palavra deriva do latim patiens, que significa sofrer, suportar, resistir. Luto: processo psíquico de elaboração da perda de uma pessoa ou de algo significativo, que gera sentimento doloroso no corte do vínculo afetivo com o que foi perdido. Plano de cuidados: a abordagem global para aplicação, avaliação, gestão e medição de resultados para atender às expectativas e necessidades prioritárias do paciente e da família. Família: as pessoas mais próximas ao paciente em conhecimento, cuidado e carinho. Podem incluir: a família biológica; a família de aquisição (casamento); a família de escolha e amigos (incluindo animais de estimação). O paciente define quem estará envolvido em sua atenção e presente à beira do leito Cuidados ao fim da vida: assistência prestada ao paciente e sua família nas últimas semanas a meses de vida do paciente. 
Dor Total: sofrimento amplo e profundo causado pela dor com impacto no estado social, espiritual, físico e psicológico da pessoa doente. Fechamento de Vida: processo de colocar questões pessoais, familiares, sociais (incluindo financeiras e jurídicas) e espirituais em ordem, com vistas à resolução de pendências; presentear com seus bens ou itens de valor pessoal, organizar o legado e dizer adeus em preparação para a morte. Isso geralmente ocorre perto do fim da vida. Cuidados Paliativos são os cuidados assistenciais oferecidos para todo paciente que tenha uma doença fora de possibilidades de cura (que ameace a vida) visando melhor qualidade de vida através da prevenção e alívio do sofrimento imposto pela doença. Para isso é fundamental que o paciente tenha acesso a uma equipe multidisciplinar, que tem o desafio de avaliar e tratar da dor e outros sintomas físicos, assim como aspectos sociais, psicológicos e espirituais. Esses cuidados são oferecidos para o paciente e sua família no momento em que o médico assistente identifica que não existem mais possibilidades da doença ser curada. Nessa modalidade de tratamento o principal cuidado é com o diálogo, que deve ser aberto e franco entre todos, feito com compaixão e atenção aos mínimos detalhes, para que possamos garantir a autonomia do paciente. Originalmente, a atenção dos Cuidados Paliativos centrava-se em pacientes na fase final da vida. Hoje, se considera que eles vão além dessa prática: devem estar disponíveis para pacientes e seus familiares durante todo o processo de doença ameaçadora à continuidade da vida e também no transcurso do luto. Na prática, por uma tendência histórica à medicalização da morte, a maioria das pessoas morre em um hospital. Contudo, observa-se que algumas pessoas com doença avançada e capacidade decisória preservada afirmam que gostariam de morrer em casa, o que costuma representar uma ideia excessivamente romântica. No cenário doméstico, seus cuidadores podem entrar em sobrecarga ao se sentirem impotentes para lidar com a realidade do estado de terminalidade do paciente. A pessoa que está morrendo precisa ser cuidada em um ambiente onde existam condições de controlar qualquer sintoma que cause desconforto, com possibilidade de acesso imediato a medicamentos necessários e à orientação específica de um profissional sobre o modo de usá-los. Em todas as situações, porém, tanto em casa quanto em hospitais ou instituições de longa permanência, os profissionais devem estar capacitados para prestar Cuidados Paliativos de qualidade. Os cuidados paliativos têm por objetivo ALIVIAR todos os problemas existentes, PREVENIR a ocorrência de novos problemas e PROMOVER oportunidades para experiências significativas e valiosas, crescimento pessoal e espiritual e autorrealização. O CFM publicou a Resolução 1995/2012: " Considerando que os novos recursos tecnológicos 
permitem a adoção de medidas desproporcionais que prolongam o sofrimento do paciente em estado terminal, sem trazer benefícios e que essas medidas podem ter sido antecipadamente rejeitadas pelo mesmo...". Define ainda as diretrizes antecipadas da vontade como conjunto de desejos, manifestados previamente pelo paciente sobre cuidados e tratamentos que quer, ou não, receber no momento em que estiver incapacitado para expressar livremente sua autonomia e vontade, designa representante para esse fim, se o paciente já tiver definido, e que o médico deverá registrar em prontuário, sendo que a vontade do paciente prevalecerá em relação a de seus familiares. 
Fontes: Hospital do Câncer de Barreto:, Sociedade Brasileira de Gaiata e Gerontologia e Dr. blitAntonio da Costa Sardinha 
 

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