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Bronquiolite

Publicado em 28/05/2019 às 10h38

Autor: Dra. Laura Deltreggia - Pneumologia



A bronquiolite viral aguda é uma infecção de vias aéreas inferiores que tem como principal agente causal o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Em geral a doença é caracterizada como o primeiro episódio de sibilância no lactente, sendo precedido por um quadro obstrutivo c sinais c sintomas dc infecção de vias aéreas superiores, sendo assim comum história de contato com crianças e adultos com quadro gripal. Nota-se que a doença tem característica sazonal e no Brasil varia conforme a região. No estado de São Paulo o período de maior risco de desenvolver a doença se dá de março a setembro, abrangendo assim as estações de outono e inverno. A transmissão da doença ocorre principalmente pelas mãos e objetos contaminados, nos quais o VSR Nde permanecer por até 24 horas. .A medida que o VSR entra em contato com a mucosa e a conjuntiva, inicia-se a replicação viral na nasofaringe, atingindo as vias aéreas inferiores em 1 a 3 dias, dando início ao quadro obstrutivo com inflamação dos bronquíolos, edema, necrose celular e aumento da secreção brónquica. A gravidade do quadro varia de paciente a paciente, sendo que a maioria dos pacientes apresenta um quadro favorável após o terceiro dia. Contudo, cerca de 0,5% a 2% dos casos acaba evoluindo com necessidade de hospitalização e destes, 0,5% a 1% com necessidade dc ventilação mecânica. Alguns fatores podem predizer maior gravidade, como idade até 6 semanas, prematuridade, displasia broncopulmonar, cardiopatia, imunodepressão, doença neuromuscular e anomalias das vias aéreas. A pesquisa do agente virai deve ser realizada cm secreção dc nasofaringe e pode ser feita por meio de imunofluorescéncia, métodos moleculares ou cultura para alguns vírus. Demais exames laboratoriais como hemograma e provas de fase ativa não trazem contribuição no diagnóstico, sendo recomendados nos casos graves e com suspeita de complicações. Já em exames de imagem como o radiograma de tórax, algumas alterações podem ser evidenciadas, como hiperinsuflação pulmonar bilateral além de complicações como consolidações e atelectasias em 25 a 30% dos casos. O tratamento visa o controle e a prevenção das complicações, tendo como objetivo a manutenção das vias aéreas. Assim, quando necessário, deve-se realizar suporte com oxigênio, manutenção da hidratação e prevenção de aspirações decorrentes da incoordenação motora faringea, secundário a taquidispneia. Dentre as medicações de alcance específico ao VSR está a ribavirina, porém, esse medicamento tem seu uso reservado a determinados casos, tanto por questões de eficácia quanto pela técnica na administração, bem como por seus potenciais efeitos teratogênicos. Dessa forma, a prevenção é ainda a ferramenta mais eficaz para a doença, sendo o papel do médico o de informar e orientar a população a evitar ambientes com aglomeração, pessoas que estejam com sintomas de infecção de vias aéreas superiores, evitar o tabagismo c realizar medidas de higienização das mãos e fômites. Em lactentes como profilaxia à doença, há o anticorpo monoclonal humanizado contra o VSR, o palivizumabe, que atua diminuindo as complicações graves, porém não impede a infecção, ficando reservado a situações de risco, sendo indicado apenas pelo médico especialista. 

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