Indaiatuba, 19 de Junho de 2019

Dúvidas? Entre em contato: (19) 3875-7200

Por um Ecossistema Saudável

Publicado em 21/03/2019 às 16h14

Autor: Dr. Gabriel C. Alvarenga - Diretor de Defesa Profissional



Em tempos de telemedicina, pululam argumentos que buscam convencer a todos de sua irreversibilidade, portanto de sua imediata e incondicional incorporação. Entrevistas recentes em tons futurísticos, mas não muito elucidativos fazem menção ao Big Data como vetor desta mudança iminente c fatal que deverá culminar no uso de inteligência artificial no provimento de serviços em saúde. 
Neste momento de reflexões sobre incorporação de novas tecnologias cabe observar que para esses atores economicamente interessados na introdução de novos processos, não interessa contemporizar. O negócio urge! Ocorre que a medicina, além de ciência, é uma arte que se exercia outrora com imensa dose de compaixão e altruísmo, por profissionais abnegados e respeitados. Essas características vêm se definhando, sendo progressivamente substituídas por um mercantilismo cada vez mais atrevido e vazio de conceitos como a semiologia, a propedêutica, a ética profissional na forma atualmente constituída e que são pilares da prática médica contemporânea. Há de haver um norte neste processo onde o escopo de toda prática médica seja o indivíduo em todas as suas dimensões, físico e psíquico, e não somente a sua capacidade de pagar. Não há nada apontando para um menor custo assistencial. Pelo contrário, a logística para a telemedicina ou qualquer tecnologia por vir, exigirá investimentos permanentes, seja para atendimentos ou para criar programas capazes de estruturar a nuvem de informações difusas (Big Data) contidas nos bancos de dados que há muito tempo vêm sendo compilados em sistemas desde o advento do computador. Não há nenhuma novidade nisso, mas poderá haver sim no modo como serão estruturados e na finalidade de suas aplicações. Investimentos públicos e privados terão de acompanhar esta evolução, nem que seja para permitir ou melhorar o acesso à internet, que por hora no Brasil, está muito a desejar. O próprio cidadão terá de investir um mínimo em tecnologia, dentro de seu ambiente para sua acessibilidade. 
Ponto não menos importante será discutir desde já, o ecossistema representado por planos de saúde, operadores de sistemas, entidades médicas/médicos, e a população, escopo de toda atenção em saúde, para prevenir desequilíbrios que poderão ser fatais para a saúde brasileira como um todo. Devemos sempre perseguir avanços tecnológicos em beneficio da sociedade. 

APM News
Maio 2019

Localização

Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 709

Vila Teller - Indaiatuba/SP

CEP: 13330-535

Contatos

(19) 3875-7200

(19) 3875-0092

apm.ind@uol.com.br

APM Indaiatuba © 2019 - Todos os direitos reservados | MaPa.