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A profissão médica em risco!

Publicado em 20/02/2019 às 17h54

A profissão médica sofreu inúmeros ataques nos últimos anos. A dignidade do trabalho médico foi aviltada por meios e agentes diversos. As agressões ocorreram no setor público, privado, na formação do médico e até na definição dos procedimentos médicos, também chamados de "atos médicos". Planos de saúde estabeleceram uma remuneração aviltante e foi com muito esforço que se conseguiu reverter parcialmente a situação. Grupos empresariais enxergaram na exploração do trabalho médico a possibilidade de realizar grandes negócios e auferir consideráveis lucros. Políticas públicas nefastas ou simplesmente a ausência de políticas públicas produziram um sistema de saúde caótico, salvo algumas exceções, causando prejuízos para pacientes e para os profissionais que atuam na sua linha de frente, notadamente os médicos. A dor e o sofrimento raramente chegam aos gabinetes onde se decidem tais políticas. É o profissional que está em contato direto com o paciente que deve comunicar a impossibilidade de um exame, cirurgia, medicamenta Quando o Governo Federal implantou o programa "Mais Médicos" ficou claro que o interesse governamental era puramente ideológico e político. Além do apelo populista, objetivava o envio de recursos financeiros para outros países em detrimento das 
necessidades de nossa população. Findo aquele governo ou desgoverno, parecia que a tempestade havia passado e teríamos tranquilidade para desenvolvermos nosso trabalho. Triste engano. A abertura indiscriminada de faculdades de Medicina, muitas sem mínimas condições de funcionamento, foi o corolário do "boom" da indústria da educação. Tal situação coloca em risco a saúde da população, já que profissionais despreparados são autorizados a exercer a profissão, sem que haja um sistema de controle adequado na fiscalização dos cursos de graduação e uma avaliação acurada dos profissionais egressos dessas faculdades. Não obstante todos esses abusos, surge agora, de forma precipitada e açodada, a autorização dos serviços de telemedicina. Sob o manto do "avanço tecnológico", medidas são tomadas sem um estudo adequado das normas que deveriam nortear a prática. Diante dessa sucessão de catástrofes, só resta aos médicos discutirem e participarem na busca de caminhos seguros e eficazes na defesa da profissão e de seu futuro. 
 

APM News
Fevereiro 2019

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