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Indaiatuba, 30 de Novembro de 2021
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Publicado em 22/11/2021 às 17:48:21
Categoria: Artigo
Osteoporose e Tabagismo


Osteoporose é uma condição metabólica que se caracteriza pela diminuição progressiva da densidade óssea e aumento do risco de fraturas. Os ossos são compostos de uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio. Outra característica importante é que eles estão em constante processo de renovação, já que são formados por células chamadas osteoclastos, encarregadas de reabsorver as áreas envelhecidas e por outras, os osteoblastos, cuja função é a de produzir ossos novos. Esse processo permanente e constante possibilita a reconstituição do osso quando ocorrem fraturas e explica porque mais ou menos a cada dez anos o esqueleto humano se renova por inteiro. Com o tempo, porém, a absorção das células velhas aumenta e a de formação de novas células ósseas diminui. O resultado é que os ossos se tornam mais porosos e perdem resistência. Perdas mais leves de massa óssea caracterizam a osteopenia. Perdas maiores são próprias da osteoporose e podem ser responsáveis por fraturas espontâneas ou causadas por pequenos impactos. 

O tabaco é responsável por cerca de 6 milhões de mortes em todo o mundo. No Brasil, estima-se que o tabagismo seja responsável por 200 mil óbitos ao ano.

Os fumantes adoecem com uma frequência duas vezes maior que os não fumantes. Têm menor resistência física, menos fôlego e pior desempenho nos esportes e na vida sexual do que os não fumantes. E, além disso, envelhecem mais rapidamente. O tabagismo possui relação com 50 outras enfermidades, dentre elas a osteoporose. Quem fuma corre mais risco de desenvolver osteoporose e fraturas ao longo da vida.

Sabendo como funciona o metabolismo ósseo, podemos entender como o tabagismo influencia direta ou indiretamente. 

O tabaco atua diretamente sobre as células formadoras dos ossos, inibindo a sua atividade, causando perda de massa óssea e aumento da possibilidade de fraturas. Além disso, o tabagismo frequentemente se associa ao sedentarismo, o qual tem efeitos muito negativos sobre a saúde dos ossos e dos músculos.

Pacientes do sexo feminino que fumam tem maior chance de ter menopausa precoce do que as não fumantes, assim como menor índice de massa corporal e maior prevalência de consumo excessivo de álcool e café. A união desses fatores, associada ao sedentarismo, aumentam o risco de osteoporose e fraturas.

O tabaco também altera a proliferação, a diferenciação e a apoptose das células formadoras de ossos, os osteoblastos, promovendo um balanço negativo entre a perda e a formação tecidual.

Outro fator importante é que a nicotina diminui a capacidade de absorção intestinal do cálcio, colaborando para a ocorrência de osteoporose.

Além disso, o fumo retarda a cicatrização afetando toda a cadeia inflamatória do paciente. A cicatrização dos tecidos e a consolidação das fraturas dependem de fatores locais e sistêmicos. O impacto negativo do tabagismo nesses processos pode ser atribuído a diversos fatores: falta de oxigenação adequada; redução da perfusão tecidual por ação vasoconstritora, reduzindo a nutrição do tecido; alteração das respostas inflamatórias teciduais e sistêmicas; aumento do estresse oxidativo celular; e alteração do metabolismo de colágeno.

O acompanhamento com o ortopedista é fundamental, além das mudanças de estilo de vida e, claro, o abandono total do hábito de fumar.