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Indaiatuba, 30 de Novembro de 2021
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Publicado em 22/11/2021 às 17:46:49
Categoria: Artigo
Ainda é tempo de aprender!


Ao que parece, temos ainda muito a aprender com a pandemia da COVID-19, tendo em vista a maneira tão caótica como trilhamos a infindável curva de aprendizado sobre a doença, e cujos principais fatores de confusão são de ordem sociocultural, em particular político. A ciência estuda, mas a política é a instância que por último decide em função de escolhas de políticas de saúde.

No primeiro trimestre do ano de 2020, um “Tsunami” viral respiratório de epicentro chinês se esparramava em ondas mundo afora, numa velocidade jamais vista, deixando grandes rastros de mortes e economias devastadas. Oito a nove meses depois, quando o mundo científico ainda estava tentando entender as características fisiopatológicas e epidemiológicas do agente causal, o mundo político, em muitos lugares, de algum modo tratou de capturar o tema para sua exploração oportunista. 

É fato que não há como tratar do problema dentro de uma estratégia exclusivamente biológica, pois há, sem dúvida, aspectos psicossociais e econômicos que inquestionavelmente devem entrar na equação do desafio que deve lograr a erradicação da ameaça, se não a sua contenção.  Nossa capacidade de entender e aprender com as experiências adversas e difíceis, e nossa capacidade de assimilar e promover ajustes é que nos distanciam da ameaça e assim sobreviver. 

Estamos voltando a ver nestas últimas semanas a Ásia,  a Europa e os Estados Unidos voltando às práticas de distanciamento, uso de máscaras, inclusive de lockdown na China, em função de uma recrudescência na incidência e na mortalidade em níveis próximos de recordes prévios. Se tem algo bem estabelecido é o padrão de disseminação em ondas progressivas intercontinentais. Logo podemos deduzir que para chegar a nossa vez é só uma questão de tempo. 

Deveria ser motivo de preocupação saber que muitos desses países têm alcançado taxas vacinais bem antes e bem melhores que o Brasil, e mesmo assim temem por uma nova onda com potencial de maior letalidade. No entanto, anúncios por parte de autoridades da iminente desobrigação de uso de máscaras e garantias de liberação para comemorações do Réveillon e Carnaval denotam uma cegueira perigosa que poderá perpetuar de maneira mais profunda e duradoura as perdas que de longe, passaram dos limites do aceitável. 

Médicos e entidades representativas não podem perder a oportunidade de alertar a população e as autoridades sobre esses riscos e continuar a recomendar o distanciamento social,  associado às medidas tais como manter o uso de máscaras, uso do álcool gel e a higienização de ambientes de convívio.