× Home Diretoria APM News Eventos e Congressos Classificados Clube de Benefícios Área do Associado Associe-se Publicidade Localização Fale Conosco
Indaiatuba, 30 de Novembro de 2021
Dúvidas? Entre em contato: (19) 3875-7200
Publicado em 25/10/2021 às 10:18:32
Categoria: Artigo
Manejo da dor para pacientes pediátricos com necessidades especiais


No AAP Experience 2021, congresso da American Academy of Pediatrics, pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA) apresentaram um estudo cujo objetivo foi abordar o manejo da dor em uma prática ambulatorial pediátrica projetada para crianças com necessidades especiais e compreender as barreiras para a implementação de estratégias de abordagem da dor baseadas em evidências.

Os pesquisadores combinaram uma iniciativa de melhoria de qualidade com uma avaliação de métodos mistos em uma clínica pediátrica urbana para:

Avaliar a prática de estratégias de controle da dor usando pesquisas concluídas antes e depois de uma curta sessão de treinamento sobre o controle álgico;

Analisar as atitudes em relação ao manejo da dor e as barreiras para o atendimento informado sobre o trauma, conduzindo entrevistas com cuidadores e equipe;

Gerar ideias sobre como implementar o manejo da dor no fluxo movimentado pela prática clínica. 

Foram fornecidas sessões de treinamento para a equipe, incluindo enfermeiras e cuidadores, sobre atendimento informado ao trauma e o uso de estratégias para ajudar a aliviar a dor. Essas estratégias incluíram:

Linguagem intencional e escolha de palavras ao discutir a aplicação da vacina e a coleta de sangue; 

Demonstração de técnicas de posicionamento adequadas; 

Uso de técnicas de distração incorporando os Spy Books™ e Buzzy Bee™, um instrumento de plástico vibratório aplicado com uma bolsa de gelo na pele. 

Os dados da pesquisa foram analisados por meio de estatística descritiva e análise bivariada. Para a análise indutiva de entrevistas, 3 investigadores codificaram de forma independente os temas. Um quarto codificador resolveu diferenças e executou verificações de membros.

Os cuidadores sugeriram maneiras de melhorar o manejo da dor, incluindo a expansão do material educacional para os pais, revisão dos processos de fluxo de trabalho clínico e atenção às palavras usadas para descrever a dor e procedimentos dolorosos. 

A dor é reconhecida como o quinto sinal vital e sua intensidade e frequência são muito influenciadas por histórias prévias de traumas e questões emocionais e culturais. Apesar de ter sido realizado com uma amostra pequena, o estudo tem sua relevância por mostrar o papel de uma abordagem multidisciplinar da dor, incluindo não somente profissionais de saúde, mas empoderando o cuidador/familiar para trazer mais conforto, menor sofrimento e melhores desfechos ao paciente pediátrico, em particular com necessidades especiais.