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Indaiatuba, 30 de Novembro de 2021
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Publicado em 25/10/2021 às 10:17:58
Categoria: Artigo
Hálux valgo - DICA DO ORTOPEDISTA


Hálux valgo, popularmente chamado de joanete, é a principal queixa dos pacientes nos consultórios de cirurgiões do pé e tornozelo. O hábito feminino de utilizar calçados fechados, de salto alto, longas jornadas de trabalho com sapatos e em pé (ambos os sexos), alterações congênitas ou anatômicas e traumas diretos são alguns dos fatores relacionados ao aparecimento da deformidade. 

O joanete não é o aparecimento de um caroço novo de osso e sim, uma nova conformação anatômica do pé, e, devido a sua elevada complexidade de estruturas (19 músculos, 26 ossos, 107 ligamentos, 33 articulações, além dos tendões) a correta determinação causal desta patologia é fundamental para se definir a conduta e o bom resultado final do tratamento. 

Outras causas:

Hereditariedade: Por volta de 60% das pessoas com joanetes têm história familiar do problema;

Doenças reumáticas pré-existentes: Artrite reumatoide, gota, lúpus;

Enfermidades neurológicas: AVC, paralisia cerebral, trauma medular;

Anatomia anormal dos pés: Fragilidade de ligamentos e tendões, pé chato, dedão do pé mais longo que o segundo dedo;

Sintomas:

Dor, rubor e calor na articulação por causa do processo inflamatório na articulação;

Formação de calosidades nos dedos comprometidos e na planta dos pés;

Espessamento da pele na base do dedão;

Rigidez progressiva do dedo deslocado.

Diagnóstico: 

Exames clínicos e de Raios X realizados com  o paciente de pé, podem orientar a gravidade da lesão e orientar a escolha do tratamento.

 Tratamento:

Não existe um padrão para todos os joanetes. Nós, cirurgiões do pé, avaliamos fatores desencadeantes, estilo de vida, idade, intensidade dos sintomas e da deformidade, doenças associadas, radiografia..., antes de definir pelo tratamento cirúrgico ou conservador. 

Para o tratamento não cirúrgico utilizamos além de medicação, compressa de gelo no local, ajuste do calçado (câmara anterior mais largo). Órteses que separam os dedos podem ser úteis no alívio das dores, embora não existam evidências de seu uso isolado como fato de cura.

Em casos mais graves são indicados os procedimentos cirúrgicos. Existem quase 150 técnicas descritas para esta cirurgia. Técnicas mais modernas, chamadas de percutâneas nos permitem (utilizando de suas variações e combinações de cortes ósseos) corrigir quase todos os joanetes. A vantagem desta técnica é que conseguimos a correção apenas com alguns furos (orifícios) na pele (em média 4 – 5 orifícios). Em geral, o paciente recebe alta no mesmo dia e sai do hospital andando com uma sandália e sem muletas. A segunda maior vantagem é a redução brusca na escala de dor dos pacientes em pós-operatório e tardia.

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