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Indaiatuba, 27 de Outubro de 2021
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Publicado em 22/09/2021 às 10:11:48
Categoria: Artigo
Esôfago de Barret


Entenda o diagnóstico diferencial do refluxo gástrico. Conheça as principais diferenças entre a doença do refluxo gástrico (DRGE) e o Esôfago de Barret, condição que causa uma inflamação pré-cancerosa. 

O retorno do suco gástrico para o esôfago é conhecido como refluxo gastroesofágico. Estima-se que quase 30% dos brasileiros tenham a doença e não saibam. Isso porque o mal-estar causado pelo refluxo é entendido apenas como má-digestão pela população leiga, e não potencialmente como uma doença potencialmente grave. A ocorrência crônica leva ao surgimento do esôfago de Barret, uma inflamação pré-cancerosa. 

A doença do refluxo gástrico (DRGE) ocorre pelo mau fechamento do esfíncter esofágico inferior, uma válvula que separa o estômago do esôfago. A falha faz com que o conteúdo estomacal volte no sentido contrário. Uma das causas mais frequentes para a disfunção é o enfraquecimento das fibras musculares do esfíncter. 

Assim, quando o refluxo gástrico é recorrente, o conteúdo do ácido do estômago que volta para o esôfago provoca uma inflamação – a esofagite – por causa da exposição frequente da mucosa. Além da inflamação crônica, a condição causa alterações nos tecidos esofágicos. O resultado é uma metaplasia intestinal, em que o tecido do esôfago se torna similar ao tecido do intestino. 

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento do esôfago de Barret estão o tabagismo, consumo excessivo de álcool, alguns medicamentos como betabloqueadores, broncodilatadores  e antidepressivos, além da obesidade.

Diagnóstico

O esôfago de Barret não apresenta sintomas diferentes daqueles comuns ao refluxo gástrico – azia, regurgitação, tosse seca, náuseas após as refeições. Por isso, o médico deve manter suspeição e investigar a doença em pacientes que relatem refluxo recorrente. 

A identificação do esôfago de Barret é feita somente através de endoscopia digestiva alta. Com o procedimento, o médico visualiza as condições do esôfago e coleta amostras do tecido, conseguindo identificar a presença de displasia ou câncer de esôfago do tipo adenocarcinoma.

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@dreduardopereira