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Indaiatuba, 27 de Outubro de 2021
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Publicado em 22/09/2021 às 10:10:21
Categoria: Artigo
A opinião do médico


A pandemia dá sinais importantes de retração em número de novos casos e mortes. Evidentemente que a vacinação é a causa da mudança no controle da doença. Medidas de isolamento social e profilaxia foram extremamente importantes no início da pandemia, quando não se tinham vacinas disponíveis, mas foi a vacinação que efetivamente mudou o quadro desesperador de sofrimento e mortes.

Além do trabalho específico de médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde, atendendo pacientes, tivemos uma maioria de médicos que não economizou esforços no sentido de levar orientações verdadeiras, com fundamentação científica e sensatas à população com o intuito de minimizar o avanço da pandemia. 

Infelizmente tivemos também um número, ainda que pequeno, de colegas que fizeram uso de sua liberdade de expressão no sentido de confundir o público leigo com informações falsas, sem sustentação científica e com nítido viés político e ideológico. Esta minoria de casos não se deu em função da liberdade de escolha terapêutica no tratamento de nossos pacientes que temos enquanto médicos, mas na difusão de ideias sem respaldo científico que levaram alguns leigos a negligenciarem as medidas de profilaxia defendidas por nossas sociedades de especialistas e em conformidade com pareceres equivalentes na quase totalidade de outros países. 

Os fatos pretéritos, bem como o curso da doença diante das medidas preconizadas vêm reforçar a importância da responsabilidade do médico ao emitir uma opinião em relação a questões de saúde pública. Questões graves de saúde pública exigem medidas coletivas que não podem estar atreladas a escolhas individuais e específicas no tratamento de pacientes, as quais somente o médico assistente dispõe do conhecimento específico das circunstâncias que devem nortear a terapêutica. 

Precisamos continuar conscientes de nossa responsabilidade ao orientar medidas eficazes de enfrentamento da doença. Se temos uma redução drástica na contaminação e mortalidade com cerca de 25 por cento da população vacinada, precisamos continuar orientando nossos pacientes da importância da vacinação como principal estratégia de combate à doença. 

A necessidade da vacinação pode parecer óbvia para médicos e para grande parte da população, mas a orientação médica adequada pode contribuir em muito para que uma certa parcela da população abandone uma postura de resistência em relação à vacina. A palavra do médico continua tendo grande peso junto à população e precisamos continuar usando-a da melhor forma.