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Indaiatuba, 01 de Abril de 2020
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Publicado em 20/02/2020 às 15:00:00
Por: Dr. Gabriel C. Alvarenga - Diretor de Defesa Profissional
Categoria: Notícia em Destaque
As epidemias podem nos ensinar


Sem risco de cometer algum exagero, podemos afirmar que a humanidade está sob grande estresse em razão da atual pandemia viral. Além da dimensão epidemiológica de alta infectividade, rápida propagação, potencial letalidade, há a dimensão econômica que ameaça deixar a economia mundial de joelhos. Se estivéssemos no século retrasado, o problema não teria alcançado essas proporções. Ocorre que globalização traz esse poder de propagação e exige dos governantes e gestores, transparência, colaboração e intervenções coordenadas em níveis locais e até continentais.
A China foi muito criticada na última crise epidemiológica com a Síndrome de Angústia Respiratória do Adulto(SARA), pela demora em agir e informar claramente sobre os acontecimentos, o que de acordo com especialistas, engendrou um impacto negativo de grandeza evitável.
Na atual situação, houve inicialmente a tentativa de ocultar os fatos com tentativa de controle sobre mídias sociais. Também houve intimidação do médico que deu o primeiro alerta e que acabou falecendo da própria doença assim como, dois outros colegas da mesma localidade. Então, vem a dimensão política onde sabemos que o governo chinês teria medo de uma revolta incontrolável de sua população, não só a querer seguir o modelo extra continental de demanda por mais liberdade, mas contra a sua postura inicial frente a atual epidemia. Todas essas dimensões estão vitalmente interligadas e tem recortes internacionais, nacionais e locais. Diante do inevitável, o Ministério da Saúde, até o momento, mostrou competência ímpar desde a repatriação dos brasileiros de Wuhan até a gestão da crise, com medidas e informações claras e oportunas aos profissionais de saúde e população em geral.
Resta a nós médicos, ajudarmos a levar esclarecimentos à população em apoio aos órgãos competentes e desmentir incansavelmente a massiva concorrência das “Fake News”. Em qualquer canto do mundo, mais do que nunca, a Educação em Saúde se faz necessária nas políticas de saúde. Só assim atuamos com maior eficiência no campo da prevenção ou mitigamos o impacto dos agravos à nossa saúde. O cidadão precisa saber que é ator insubstituível na promoção à saúde, individual bem como coletivamente.
Esta pandemia nos coloca, enquanto humanos, enquanto nações, enquanto coletivos e indivíduos, num contexto com grandes oportunidades de aprendizagem que não devem ser desperdiçadas