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Indaiatuba, 15 de Dezembro de 2019
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Publicado em 13/12/2019 às 15:20:00
Categoria: Publicidade
Diabetes Gestacional – Novo Protocolo do Ministério da Saúde


A diabetes mellitus gestacional (DMG) é a intolerância aos carboidratos diagnosticada pela primeira vez durante a gestação. É o problema metabólico mais comum durante esse período e tem prevalência entre 3% e 25% das gestações.
Rastreio e diagnóstico
1º trimestre: glicemia de jejum
Se <92 mg/dl = Exame normal - a recomendação é realizar o TOTG entre 24 e 28 semanas.
Entre 92 mg/dl e 126 mg/dl = DMG.
Se >126 mg/dl = diabetes prévio diagnosticado na gestação.
Todos esses exames devem ser repetidos e confirmados caso glicemia seja ≥ 92 mg/dl.
2º trimestre: teste de tolerância oral a glicose (TOTG) com 75g de glicose Esse exame deve ser realizado entre 24 e 28 semanas de idade gestacional. Se um valor estiver
na faixa descrita abaixo, temos o diagnóstico de DMG:
Jejum ≥ 92 mg/dl; 1 hora após ≥ 180 mg/dl; 2 horas após ≥ 153 mg/dl.

Tratamento
Foi lançado recentemente o documento “Tratamento do Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil”, parceria da Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) com Ministério da Saúde, Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Terapia nutricional: A gestante deve ser encorajada a adotar hábitos alimentares saudáveis. Deve ser estimulada a ingerir pelo menos 2 litros de água. Devem-se evitar intervalos maiores do que 3 horas entre as refeições, minimizando as variações glicêmicas.
Atividade física: Na ausência de complicações médicas e obstétricas ou contraindicações, a prática de atividade física na gestação é segura e desejável, devendo serem supervisionadas por profissional habilitado.

Controle glicêmico: Estudos mostram que, o tratamento do DMG, quando acompanhado do monitoramento com HGT (perfil glicêmico), foi associado à redução de desfechos perinatais desfavoráveis como óbito fetal intraútero, tocotraumatismo, macrossomia fetal, taxa de cesariana e pré-eclâmpsia. O método preferencial para avaliação é a automonitorização da glicemia capilar (HGT). A paciente deve ser orientada a realizar o HGT quatro vezes ao dia em diferentes horários (jejum, pré e pós-prandial) e registrar os resultados.
Terapia medicamentosa: Está indicada para as pacientes com DMG que não atingem as metas de controle glicêmico com a terapia não farmacológica (dieta e atividade física). A droga de escolha é a insulina. A dose e o tipo inicial de insulina devem ser estabelecidos com base no perfil de automonitoramento da glicemia capilar.
Após o parto e saída da placenta, a resistência à insulina diminui rapidamente e, na maioria dos casos, a medicação deve ser descontinuada. Em alguns casos, o monitoramento da glicemia de jejum, por 24 a 72 h após o parto pode ser realizado para identificar mulheres com hiperglicemia persistente. É necessário realizar o teste oral de tolerância à glicose de 4 a 6 semanas após o parto.