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Indaiatuba, 02 de Dezembro de 2020
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Publicado em 24/11/2020 às 09:05:00
Por: Dr. Gabriel C. Alvarenga - Diretor de Defesa Profissional
Categoria: Publicidade
Desafios para nossas lideranças médicas


Definitivamente, a medicina, assim como ocorre com outras profissões, passa por fortes pressões para mudanças. Há uma frenética disponibilização de novas tecnologias a pressionar pela sua incorporação, tornando premente a contínua necessidade de se racionalizar seu uso.
A disrupção digital, agora turbinada pela pandemia, nos colocou frente ao teleatendimento e outros novos instrumentos com os quais ainda estamos tentando nos adaptar. Paralelamente, novos agentes se apresentam, se imiscuem e imprimem sem volta um viés fortemente comercial e de massificação à formação e à assistência, com potencial prejuízo ao trabalho do médico, à atenção ao indivíduo e à sua doença.
Ademais, testemunhamos nos dias atuais, não só grande parte dos médicos, mas também alunos de graduação e residentes, alheios aos acontecimentos e decisões políticas que irão impactar de um modo ou de outro em sua profissão e vida pessoal. Os pontos emblemáticos mais impactados são o perfil, o custo e a massificação da formação que tornam mais incertas e escassas, as oportunidades para a massa cada vez maior de egressos da pletora de faculdades e para grande parcela dos já estabelecidos.
Vivemos momentos de frequentes tentativas de usurpação de prerrogativas em relação ao ato médico, tendo o CFM, que recorrer à judicialização para restabelecer a normalidade. Necessário se faz apoiar a qualificação médica, lutar por uma legislação mais favorável ao exercício de uma profissão mais humanizada para o profissional e para o cidadão.
São tantas as arestas a aparar que não podemos mais permitir disputas políticas dispersivas motivadas por interesses distintos da defesa de causas profissionais. Elas se valem de práticas baixas, típicas do campo da política partidária, motivadas por vaidade, ambição e cobiça, e vêm capturar e enfraquecer nossas entidades representativas. Há de se encontrar meios de resgatar uma cultura associativa inclusiva, praticante da compliance para que em retorno, todos se sintam como seus pilares e ferrenhos defensores.