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Indaiatuba, 22 de Setembro de 2020
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Publicado em 18/09/2020 às 09:27:00
Por: Dra. Roberta Esteves Vieira de Castro (pediatra) e Dra. Paula Benevenuto Hartmann (psiquiatra) - Fonte: pebmed
Categoria: Publicidade
O impacto do isolamento social em jovens e idosos


Com a atual pandemia por Covid-19 observamos a recomendação de medidas de isolamento social. Estas impactam toda a população, mas podem ser ainda mais relevantes em alguns grupos: a população idosa e os mais jovens.

População idosa
O isolamento social pela atual pandemia pode levar a um sentimento de solidão relacionado a quadros de ansiedade e depressão. Também pode impactar sobre a morbimortalidade da população. O impacto do isolamento sobre a população idosa foi estudado em Israel e publicado no American Journal of Geriatric Psychiatry sob uma ótica diferente: a influência da idade subjetiva desses pacientes (a idade que se atribuem e que pode ser diferente da idade cronológica). Segundo os pesquisadores, idosos que se percebem como mais velhos podem internalizar certas visões de si mesmos (geralmente de caráter negativo, como a fraqueza), apresentando recursos diminuídos para enfrentar situações de isolamento. Esse grupo também pode ter piores condições de saúde, piorando sua solidão e isolamento. Foi formulada a seguinte hipótese: a solidão decorrente da atual pandemia está relacionada a um maior número de sintomas psiquiátricos, especialmente naqueles que têm uma percepção de que são mais velhos. Essa associação seria menor naqueles que subjetivamente percebem-se mais jovens.

População jovem
O distanciamento social e o fechamento das escolas podem aumentar os problemas de saúde mental em crianças e adolescentes que já apresentam maior risco de desenvolver problemas de saúde mental em comparação aos adultos em um momento em que também experimentam ansiedade devido a uma ameaça à saúde e ameaças ao emprego/renda familiar. A solidão é a dolorosa experiência emocional de uma discrepância entre o contato social real e o desejado. Embora o isolamento social não seja necessariamente sinônimo de solidão, informações precoces no contexto da Covid-19 indicam que mais de um terço dos adolescentes relatam altos níveis de solidão e quase metade dos jovens com idades entre 18 e 24 anos está solitária durante o confinamento. Os pesquisadores concluíram, portanto, que os mais jovens têm, provavelmente, maior probabilidade de apresentar altas taxas de depressão e ansiedade durante e após o término do isolamento forçado pela pandemia da Covid-19. Isso pode aumentar à medida que o isolamento imposto continua. Dessa forma, os serviços clínicos devem oferecer apoio preventivo e intervenção precoce sempre que possível e devem estar preparados para o aumento dos problemas de saúde mental na faixa etária pediátrica. Os pediatras e os pais também devem estar atentos para manifestações de estresse, como desatenção e irritabilidade, principalmente em crianças mais novas.