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Indaiatuba, 01 de Abril de 2020
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Publicado em 20/02/2020 às 15:20:00
Categoria: Publicidade
Março Lilás conscientiza mulheres sobre prevenção do câncer de colo de útero


Estudos sobre o câncer de colo do útero associam a doença à infecção pelo Papilomavírus humano, o HPV – doença sexualmente transmissível de maior prevalência no mundo, mais comum em mulheres jovens. Para conscientizar a população, a campanha Março Lilás visa à prevenção e o combate ao câncer de colo de útero. Considerado o quarto tipo de câncer mais comum entre mulheres de 45 e 49 anos são esperados cerca de 527 mil novos casos por ano no mundo, de acordo a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).
O responsável pela Cirurgia Oncológica do HCor, Dr. Ulysses Ribeiro Jr. alerta: “O câncer de colo de útero pode ser detectado facilmente nos exames preventivos, como o Papanicolaou, por exemplo. Se diagnosticados precocemente são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso é importante a realização periódica de exames”, esclarece. A evolução da doença, na maioria das vezes, acontece de forma lenta, passando por fases pré-clínicas detectáveis e curáveis. Diagnosticado precocemente, as chances de cura chegam próximo a 100%.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deve registrar cerca de 16 mil novos casos de câncer de colo do útero, somente neste ano. Esta incidência é três vezes mais alta do que as registradas nos Estados Unidos e na Austrália. A realização periódica do Papanicolaou vem sendo reconhecido como a estratégia mais efetiva na redução da mortalidade por esse tipo de tumor.
“Cerca de 90% dos casos podem ser atribuídos a alguns dos 13 tipos de HPV reconhecidos como oncogênicos. Os subtipos 16 e 18 são os mais comumente detectados e responsáveis por 70% dos casos de câncer”, informa o Dr. Ulysses Ribeiro Jr.
Prevenção
No Brasil, a estratégia de prevenção e diagnóstico precoce recomendada pelo Ministério da Saúde abrange a utilização de preservativos, exames de Papanicolaou, a partir dos 25 anos, e a vacinação contra o HPV, a partir dos nove anos de idade. “Para garantir a efetividade do programa é necessário organização, integralidade e qualidade dos serviços, com indicação para um plano terapêutico mais apropriado para cada caso. Esse método de rastreamento sensível, seguro e de baixo custo, torna possível a detecção de lesões precursoras e o câncer em seu estágio inicial”, alerta.
A importância da vacina
A campanha nacional de mobilização, coordenada pelo Ministério da Saúde, tem o objetivo de vacinar pelo menos 80% das meninas de nove a 13 anos de idade, público-alvo da campanha, formado por um total de 1,7 milhão de garotas. Desde 2017, o Ministério da Saúde passou a oferecer gratuitamente a vacina também para meninos na faixa de 12 a 13 anos. Segura e recomendada pela OMS, a dose já é utilizada em mais de 100 países.