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Indaiatuba, 01 de Abril de 2020
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Publicado em 20/02/2020 às 15:23:09
Por: Fonte: Portal Pebmed - Dra. Lívia Pessôa de Sant’Anna -
Categoria: Notícia em Destaque
Vacinação de pacientes submetidos a transplante de medula óssea


Indivíduos com neoplasias hematológicas têm risco aumentado de infecções potencialmente preveníveis por imunização, bem como de complicações relacionadas a tais enfermidades. Além disso, pacientes submetidos a transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) perdem a imunidade pré-existente e necessitam ser novamente vacinados após reconstituição imunológica.
As vacinas atenuadas devem ser evitadas nos primeiros dois anos após o transplante. Vacinas inativadas podem ser administradas até duas semanas antes do início de terapia citotóxica ou condicionamento pré-transplante (se necessário). Após o transplante, tais vacinas podem ser reintroduzidas em três a doze meses. Vale lembrar que, nos casos de indicação de esplenectomia eletiva, os pacientes devem receber vacinas contra germes encapsulados pelo menos duas semanas antes da cirurgia (meningococo, pneumococo e hemófilo).

Alguns tipos de vacinas
Influenza: apesar da menor eficácia quando comparada à população geral, a vacinação anual é importante para indivíduos com neoplasias hematológicas. No caso de transplante, recomenda-se vacina após seis meses do procedimento.
Pneumocócica: a resposta à vacina varia de acordo com a doença hematológica e o tratamento recebido.
Varicela: para pacientes soronegativos, a vacina atenuada pode ser administrada após 24 meses do transplante. A vacina inativada é preferível para indivíduos imunocompetentes com idade igual ou superior a 50 anos, incluindo aqueles com reconstituição imunológica após quimioterapia e/ou TCTH.
Tríplice bacteriana: adultos em tratamento quimioterápico podem receber uma dose, se não tiverem sido vacinados anteriormente. São indicadas três doses da vacina entre três e doze meses após transplante.
Tríplice viral: por ser uma vacina atenuada, deve ser considerada após dois anos do TCTH. Recomenda-se intervalo mínimo de oito a onze meses após uso de imunoglobulina.
Meningocócica: esquema de vacina meningocócica conjugada quadrivalente pode ser realizado entre seis e doze meses após TCTH em indivíduos na faixa etária entre 11 e 18 anos, com reforço aos 16-18 anos. Vacina meningocócica B deve ser oferecida nos pacientes entre 10 e 25 anos e com fatores de risco para a infecção.
Hepatite B: a vacinação pode ser iniciada com seis meses de transplante. Se o paciente for vacinado no primeiro ano após o procedimento, recomenda-se checar se houve soroconversão; na ausência de soroconversão, o esquema de três doses deve ser repetido.