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Indaiatuba, 24 de Fevereiro de 2020
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Publicado em 20/02/2020 às 10:50:00
Por: Sociedade Brasileira de Infectologia -
Categoria: Notícia em Destaque
Coronavírus


Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa. Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave e a síndrome respiratória do Oriente Médio.
O novo coronavírus trata-se de uma nova variante denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan. Alguns são capazes de infectar humanos e podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas. Porém, outros não são transmitidos para humanos sem que haja uma mutação. Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo. Não há evidências de transmissão fora da China.
Os sintomas podem variar desde casos assintomáticos, casos de infecção de vias aéreas superiores semelhantes ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda. O diagnóstico é obtido através de exames de biologia molecular que identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.
Não há um tratamento específico. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.
Como reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus? Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos; usar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar nas mucosas dos olhos; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal; manter os ambientes bem ventilados e evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
Existe o risco de epidemia global, mas não há motivo para pânico neste momento. O Comitê de Emergência da OMS declarou que é cedo para declarar a situação como emergência em saúde pública de interesse internacional devido ao número limitado e localizado de casos e pelas medidas que já estão sendo tomadas para que o surto não se espalhe. Até 27 de janeiro de 2020 foram confirmados 2.798 casos do novo coronavírus no mundo. Destes, 98,7% foram notificados pela China. Entre 18 e 27 de janeiro de 2020, a Secretaria de Vigilância em Saúde recebeu a notificação de 10 casos para investigação. Todas as notificações foram recebidas, avaliadas e discutidas, caso a caso, com as autoridades de saúde dos estados e municípios. De 10 casos, somente um se enquadra na definição de caso suspeito. Os demais não cumpriram a definição de caso, foram excluídos e apresentaram resultado laboratorial para outros vírus respiratórios.