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Indaiatuba, 06 de Agosto de 2021
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Publicado em 20/07/2021 às 14:04:00
Por: Dr. Francisco Carlos Ruiz -
Categoria: Notícia em Destaque
A batalha de Oswaldo Cruz – 2ª parte


Em torno de 3% das dores no ombro do adulto, são causadas por depósito de cristais de cálcio nos tendões que compõem o Manguito Rotador, mais prevalente no Supraespinhal (60%), seguido do Infraespinhal (28%).
  Não apresenta uma fisiopatologia estabelecida, podendo estar ligada à fatores de degeneração do tendão, o qual sofre uma hipovascularização seguido de fibrose, necrose e depósito de Hidroxiapatita local, acometendo mais o sexo feminino na faixa etária da quarta à sexta década de vida, relacionado ao Diabetes Mellitus e Tabagismo. Alguns autores a relacionam à predisposição genética do aumento da frequência do antígeno leucocitário humano A1(HLA-A1) nos pacientes afetados, quando comparados à população sadia.
A doença apresenta um caráter autolimitado e na sua grande maioria, uma resolução espontânea. Pode ser dividida em 3 fases: Pré-calcificação, Formativa e Reabsortiva. O paciente pode passar as duas primeiras com um desconforto no ombro e dores no movimento de elevar o braço acima do nível do tórax, passando para a fase mais álgica (reabsortiva), gerando importante limitação funcional do membro. 
O diagnóstico se baseia no exame físico, onde serão observadas manobras irritativas positivas para a área do tendão Supra e/ou Infraespinhal, porém, na fase reabsortiva, pode ter dor generalizada local. As calcificações mais “grotescas” podem ser visualizadas facilmente no exame de Radiografia, sendo a Ultrassonografia e a Ressonância Magnética, indicadas para calcificações menores e suspeitas de ruptura de tendão, associadas principalmente em pacientes mais idosos.  
Medicação anti-inflamatória, analgésicos e fisioterapia são indicados no controle da dor até que o curso da doença se estabeleça, onde apresente uma resolução espontânea até sua total reabsorção. Acredita-se que isso ocorra entre 03 à 06 meses, sendo que na presença de cronicidade do caso, a terapêutica deva ser alterada, podendo a partir daí, ser indicada cirurgia por via artroscópica para ressecção da calcificação residual. 
  A realização de Barbotagem, guiada por método de imagem (Ultrassonografia), tem sido uma nova técnica utilizada para os casos refratários ao tratamento convencional com medicações e fisioterapia, podendo evitar procedimentos cirúrgicos mais invasivos, devido á sua alta resolução. Trata-se de um procedimento realizado á nível ambulatorial, anestesiando-se localmente o tendão acometido e guiado por Ecografia. Visualiza-se a área calcificada e realizam-se pequenas perfurações e aspiração, a fim de “drenar” o seu conteúdo. No mesmo momento, pode-se realizar infiltração local com solução hipertônica de glicose (proloterapia), em uma tentativa de estimular a vascularização local, acelerando o processo reabsortivo.  Acompanhe:
@drrodolphoannicchino
Dr. Rodolpho Annicchino 
É especialista em Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Membro titular SBCOC e SBOT, Tratamento da dor,  Artrite, Artrose, Tendinites.  

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