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Publicado em 20/09/2019 às 00:00:00
Por: APM - Doenças
Categoria: Notícia em Destaque
Psoríase


É uma doença de pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. Sua causa é desconhecida, mas se sabe que pode estar relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética.
Acredita-se que se desenvolve quando os linfócitos T (células responsáveis pela defesa do organismo) liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos. Iniciam-se, então, respostas imunológicas que incluem dilatação dos vasos sanguíneos da pele e infiltração da pele com neutrófilos e consequente produção aumentada de escamas devido à imaturidade das células. Esse ciclo faz com que ambas as células mortas não consigam ser eliminadas eficientemente, formando manchas espessas e escamosas na pele. Normalmente, essa cadeia só é quebrada com tratamento.
É importante ressaltar: a doença não é contagiosa e o contato com pacientes não precisa ser evitado. É frequente a associação de psoríase e artrite psoriática, doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor. Os sintomas variam conforme o tipo da doença, mas podem incluir:
• Manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas
• Pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós lesões
• Pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento
• Coceira, queimação e dor
• Unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões puntiformes
• Inchaço e rigidez nas articulações Fatores de risco:
• Histórico familiar – entre 30% e 40% dos pacientes de psoríase têm histórico familiar da doença
• Estresse – pessoas com altos níveis de estresse possuem sistema imunológico debilitado
• Obesidade – excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver um tipo de psoríase, a invertida, mais comum em indivíduos negros e HIV positivos
• Tempo frio - pois a pele fica mais ressecada; a psoríase tende a melhorar com a exposição solar
• Consumo de bebidas alcoólicas
• Tabagismo - o cigarro não só aumenta as chances de desenvolver a doença como também a gravidade da mesma quando se manifesta. Em casos de psoríase moderada pode haver apenas um desconforto por causa dos sintomas; mas, nos casos mais graves, pode ser dolorosa e provocar alterações que impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente. Assim, o ideal é procurar tratamento o quanto antes. Tipos de psoríase
• Psoríase em placas ou vulgar: mais comum - placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas, com prurido e dor, podendo atingir todas as partes do corpo, inclusive genitais. Em casos graves, a pele em torno das articulações pode rachar e sangrar.
• Psoríase ungueal: afeta as unhas das mãos e dos pés. Faz com que a unha cresça de forma anormal, engrosse, escame, mude de cor e até se deforme
• Psoríase do couro cabeludo: áreas avermelhadas com escamas espessas brancoprateadas, principalmente após coçar; assemelha-se à caspa.
• Psoríase gutata: geralmente é desencadeada por infecções bacterianas, como as de garganta - pequenas feridas em forma de gota no tronco, nos braços, nas pernas e no couro cabeludo, cobertas por uma fina APM News • Edição nº 250 11 escama. Este tipo acomete mais crianças e jovens antes dos 30 anos.
• Psoríase invertida: atinge principalmente áreas úmidas, como axilas, virilhas, embaixo dos seios e ao redor dos genitais. São manchas inflamadas e vermelhas. O quadro pode agravar em pessoas obesas ou quando há sudorese excessiva e atrito na região.
• Psoríase pustulosa: podem ocorrer manchas, bolhas ou pústulas em todas as partes do corpo ou em áreas menores, como mãos, pés ou dedos. Geralmente se desenvolve rápido. As bolhas secam dentro de um dia ou dois, mas podem reaparecer durante dias ou semanas. Pode causar febre, calafrios, coceira intensa e fadiga.
• Psoríase eritodérmica: menos comum - acomete todo o corpo com manchas vermelhas que podem coçar ou arder intensamente, levando a manifestações sistêmicas. Pode ser desencadeada por queimaduras graves, tratamentos intempestivos (como uso ou retirada abrupta de corticosteróides), infecções ou por outro tipo de psoríase malcontrolada.
• Psoríase artropática: além da inflamação na pele e da descamação, a artrite psoriásica, como também é conhecida, causa fortes dores nas articulações. Afeta mais comumente as articulações dos dedos dos pés e mãos, coluna e juntas dos quadris e pode causar rigidez progressiva e até deformidades permanentes. Também pode estar associada a qualquer forma clínica da psoríase.
Cada tipo e gravidade de psoríase responde melhor a um tipo de tratamento (ou a uma combinação de terapias). Nos casos leves, hidratar a pele, aplicar medicamentos tópicos apenas na região das lesões e exposição diária ao sol são suficientes para melhorar o quadro clínico e promover o desaparecimento dos sintomas. Nos casos moderados, quando apenas as medidas acima não melhorarem os sintomas, o tratamento com exposição à luz ultravioleta A (PUVA) ou ultravioleta B (banda estreita) em cabines faz-se necessário. Essa modalidade terapêutica utiliza combinação de medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele à luz, os psoralenos (P), com a luz ultravioleta A (UVA), geralmente em uma câmara emissora da luz. vA sessão da Puvaterapia demora poucos minutos e a dose de UVA é aumentada gradualmente, dependendo do tipo de pele e da resposta individual de cada paciente à terapia. O tratamento também pode ser feito com UVB de banda estreita, com menores efeitos adversos, podendo, inclusive, ser indicado para gestantes. Já em casos graves, é necessário iniciar tratamentos com medicação via oral ou injetável.
Tipos de tratamento mais comuns:
• Tratamento tópico: medicamentos em cremes e pomadas aplicados diretamente na pele.
• Tratamentos sistêmicos: medicamentos em comprimidos ou injeções, geralmente indicados para pacientes com psoríase de moderada a grave e/ou com artrite psoriásica.
• Tratamentos biológicos: medicamentos injetáveis, indicados para o tratamento de pacientes com psoríase moderada a grave. Existem diversas classes de tratamentos biológicos para psoríase já aprovadas no Brasil: os chamados anti-TNFs (como adalimumabe, etanercepte e infliximabe), anti-interleucina 12 e 23 (ustequinumabe) ou antiinterleucina 17 (secuquinumabe).
https://www.sbd.org.br/ dermatologia/pele/doencase-problemas/psoriase/18/


Fonte: SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA