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Indaiatuba, 24 de Fevereiro de 2020
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Publicado em 20/02/2020 às 17:03:00
Por: Dr. Francisco Carlos Ruiz - Presidente
Categoria: Notícia em Destaque
Associações Médicas e Defesa da Profissão


As associações médicas representam os médicos em variadas questões relacionadas ao exercício da medicina. Embora outras entidades como Conselhos Regionais e Sociedades de Especialidades possam realizar trabalhos em conjunto na defesa do médico, são as associações médicas em nível nacional, estadual e municipal que promovem e agregam a classe na defesa da profissão em diversas áreas.
É difícil a escolha de uma área principal, mas a defesa do campo de trabalho médico é uma das mais importantes. Campo de trabalho envolve algumas subdivisões como o serviço público, a saúde suplementar e a medicina privada.
No setor público temos a defesa do SUS, grande empregador de médicos e responsável por grande parte da oferta de serviços médicos e de saúde à população. O atendimento às necessidades da população em termos de abrangência e qualidade depende do financiamento do sistema, o que tem sido objeto de importantes movimentos na Associação Paulista de Medicina em sua atuação estadual e nos municípios. Além do financiamento do setor, temos a questão dos planos de carreira dos médicos, o que inclui a defesa, a nível federal, da elaboração de uma carreira de Estado, o que acabou resultando na criação do Programa Médicos pelo Brasil, anunciado pelo Governo Federal em agosto de 2019. No setor da saúde suplementar, as Associações Médicas atuam na defesa das condições de trabalho e remuneração pelos planos de saúde, promovendo negociações junto às empresas e cooperativas que atuam no setor, bem como na luta por regulamentação do setor, principalmente pela grande influência exercida pelas empresas de planos de saúde junto à agência reguladora.
Outra área de atuação se dá no setor de saúde privado. Este é bem mais complexo, já que existe pouca regulamentação e grande liberdade de atuação de pessoas físicas e jurídicas. Questões como telemedicina, clínicas médicas ditas “populares”, entre outras questões, são objeto de grandes questionamentos, uma vez que envolvem procedimentos questionáveis em aspectos éticos e legais.
A questão da formação médica e da validação de diplomas médicos obtidos em outros países é um campo de atuação intenso das entidades médicas. Todos sabemos dos efeitos danosos da “industrialização” da formação médica e da banalização nos registros de médicos junto aos Conselhos Regionais de Medicina, bem como da impotência de tais Conselhos diante de medidas governamentais.
Diante de inúmeras necessidades e do risco envolvido em operações econômicas que envolvem o trabalho médico, torna-se extremamente necessário a participação individual junto à nossas associações na defesa de nosso ofício.