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Indaiatuba, 03 de Março de 2021
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Publicado em 18/02/2021 às 18:51:00
Por: Dr. Francisco Carlos Ruiz - Presidente
Categoria: Notícia em Destaque
Do negacionismo à corrida pelas vacinas


No último editorial defendemos a necessidade da vacinação para o enfrentamento da pandemia e que os “comentários” de que as vacinas estavam sendo produzidas com “excessiva rapidez”, fossem repudiados pela comunidade médica e por nossos conselhos de classe. 
Para surpresa geral, o que se seguiu foi uma corrida desesperada pela vacina contra a COVID-19. O discurso de descrença de alguns foi substituído por crítica de outros pela demora na vacinação de alguns grupos de profissionais de saúde. De fato, alguns profissionais foram vacinados alguns dias após os demais. Não se ouviram mais críticas quanto à “excessiva rapidez no desenvolvimento das vacinas”, mas críticas pelo prejuízo de alguns profissionais em relação a outros pela “demora” de alguns dias. 
É de se lamentar que o Governo Federal tenha hesitado em adquirir as vacinas que hoje são tão esperadas e que causaram grande comoção entre vacinados. É ainda mais lamentável que profissionais de saúde tenham desdenhado de sua importância e tenham feito eco a notícias veiculadas em redes sociais dos “perigos” de tais vacinas.
Superada a veiculação de posições ideológicas em lugar do conhecimento e da produção científica, o que temos hoje é o grande desafio de vacinar a totalidade de nossa população sem descuidar das medidas necessárias de evitação do contágio, como afastamento social, uso de máscaras e higiene das mãos. 
Consideramos inaceitáveis e repudiamos a possibilidade de se comercializar vacinas ou de que sejam adquiridas por empresas para seus funcionários. Sabemos que o enfrentamento e a superação da pandemia dependem da imunização de uma parcela considerável da população, chamada de imunidade coletiva. Sabemos igualmente que a comercialização de vacinas pode dificultar enormemente a vacinação de classes sociais de menor poder aquisitivo.  Acreditamos que a vacinação contra a COVID-19, neste momento, é dever do SUS, o que inclui o Poder Público Federal, Estadual e Municipal, e entendemos que toda a produção e disponibilização destas vacinas deve ser feita de acordo com os princípios de universalidade do SUS. 
Importante ainda destacarmos a competência e a eficiência com que as vacinas estão sendo disponibilizadas em nosso município por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Indaiatuba. 
Não foi sem grandes prejuízos em termos de sofrimento e vidas que superamos o negacionismo da COVID-19 como uma “gripezinha”, bem como a ideia de que morreriam mais pessoas de fome e pela crise econômica que pela própria doença, ou que o “tratamento precoce com vermífugos” impediria o desenvolvimento de formas graves da doença.   Precisamos ter claro, nesse momento, que a vitória final sobre a doença virá por meio da vacinação de toda a população e que até lá permanecem necessárias as medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos.