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Indaiatuba, 17 de Janeiro de 2020
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Publicado em 12/12/2019 às 17:03:00
Por: Dr. Francisco Carlos Ruiz - Presidente
Categoria: Notícia em Destaque
Horizontes Sombrios, vontade redobrada


Estamos fechando o ano de 2019 com um horizonte sombrio para a classe médica. Medidas governamentais tendem a reforçar o modelo de mercantilização da formação médica com consequências obviamente nefastas sobre o futuro da profissão.
A decisão do Governo Federal de permitir que instituições privadas, ou seja, faculdades particulares, realizem o exame para avaliar o conhecimento médico de formandos em faculdades de Medicina no exterior, representa a banalização de tal avaliação. Isso exclui qualquer possibilidade de uma avaliação isenta. Retoma-se, dessa forma, a velha política da escolha de escolas e exames menos rigorosos que possibilitem a habilitação de estudantes menos preparados.
Tal medida representa um grande golpe na esperança daqueles que acreditaram que um novo governo pudesse respeitar a formação médica e determinar medidas e limites que tenham por objetivo garantir a formação de médicos e deixar as práticas mercantilistas na formação de novos profissionais.
Não bastassem medidas governamentais, vivemos num clima de grande desesperança entre os colegas médicos, sobretudo os mais jovens. Muitos se declaram descrentes nas possibilidades de união da classe e na possibilidade de busca de atitudes que possam reverter esse quadro.
Ainda que o panorama atual seja cinzento, é preciso lembrar que muito se conquistou com a união dos médicos e que a grande maioria dos colegas se recusa a entender o ofício médico como uma prática comercial. É preciso que tomemos consciência de que dedicamos grande parte de nossas vidas ao preparo para exercermos tal ofício e que não podemos nos render àqueles que querem desvalorizar o trabalho médico e transformá-lo em uma prática qualquer.
A participação e atuação de todos os médicos nas lutas pela preservação do trabalho médico continua sendo o único caminho que poderá manter a profissão livre dos ataques mercantilistas daqueles que consideram o saber e o trabalho médico apenas mais uma possibilidade ou “nicho de mercado”.
A Medicina continuará a ser um norte e um ideal para todos aqueles que se propõem a concentrar o saber da ciência e o desejo de promover o bem-estar das pessoas em uma única prática. Tudo depende de nossa vontade de enfrentar as dificuldades que se apresentam.