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Indaiatuba, 16 de Setembro de 2019
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Publicado em 23/08/2019 às 00:00:00
Por: Dr. Gabriel C. Alvarenga - Diretor de Defesa Profissional
Categoria: Notícia em Destaque
Médicos pelo Brasil


Em 01/08/2019, governo lança através de MP, Programa Médicos pelo Brasil. É notável o silêncio da mídia em relação a este fato tão relevante e importante para o resgate do nosso sistema de saúde. Certamente, a crise econômica, os desvios de recursos, a má gestão, as escolhas equivocadas e a pequena politicagem implodiram os serviços públicos e privados de saúde ao implementar ações danosas pautadas em interesses não republicanos. Sempre primaram por aspectos ideologicamente fraudulentos, com graves violações aos direitos humanos. O Programa Médicos pelo Brasil interrompe uma política de saúde escravagista e de falsidade ideológica para com os médicos e para com a sociedade como um todo. A política de saúde anterior contara com poderoso apoio jurídico, sem esquecer do incansável suporte midiático, hoje estranhamente silente. Não há como deixar de fazer comparações em termos de concepção, operacionalização, parcerias e estratégias de divulgação. Há anos que as entidades médicas, unanimemente, fizeram minuciosa radiografia diagnóstica da saúde e entregaram suas recomendações à então chefe do executivo nacional. Os programas “Mais Médicos” e “Médicos pelo Brasil”, são propostas diametralmente opostas na concepção e na estruturação. O primeiro, exaustivamente exaltado na nossa mídia militante, escravizava em pleno século vinte e um, criava rotas e destinos obscuros para o dinheiro público, enfraquecia intencionalmente a classe trabalhadora mais estratégica e valiosa do país, a classe médica, e consequentemente precarizava a assistência. O atual, dignifica e aloca de modo sustentável a mão de obra médica desinteressada por propostas, outrora desprovidas de garantias e por isso assimetricamente distribuída. Na proposta atual, o médico será contratado em regime CLT e terá a segurança de que não mais irá sofrer assédio e calotes de gestoras locais e ainda poderá desenvolver sua carreira sem ser refém das politicagens de “quinta”. O novo programa irá trabalhar com médicos nacionais, de procedência conhecida ou oriundos do exterior (brasileiros ou não), devidamente avaliados pelo Revalida. Este novo programa, esculpido no seio das Entidades de classe (Conselho Federal de Medicina e seus braços nos Estados - Associação Médica Brasileira e representações estaduais - Associações Médicas de Especialidades, Sindicatos Médicos, etc...), foi proposto ao governo anterior que preferiu ignorar e pior, tentar golpear mortalmente uma classe que acusa ser elitizada e insensível, portanto inimiga dos pobres. Esta seria responsável pelo medíocre desempenho na área? Não é preciso lembrar que neste período nebuloso e de atrasos, o país monopolizou o ouro no podium mundial da corrupção, da mentira e da desagregação entre setores da sociedade