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Publicado em 23/08/2019 às 00:00:00
Por: APM - Doenças
Categoria: Notícia em Destaque
Sarampo


O sarampo é uma doença exantemática altamente contagiosa causada pelo vírus Morbilivirus da família Paramyxoviridae. Os humanos são os únicos hospedeiros naturais desse agente. É uma condição que sempre deve ser lembrada durante o atendimento de uma criança com exantema e febre. A vacinação contra o agente mudou drasticamente a história desta condição e a transmissão endêmica do vírus já foi interrompida em vários países. Infelizmente, continua sendo responsável por um inaceitável número de óbitos em algumas áreas do mundo. Atualmente, um dos responsáveis por esse aumento da transmissibilidade é o movimento antivacina. É uma doença de notificação imediata do caso suspeito (<24h). Assim que suspeitarmos, devemos orientar o isolamento social e deve ser fornecida uma máscara cirúrgica ao paciente. O que é exantema? É uma erupção geralmente avermelhada que aparece na pele devido à dilatação dos vasos sanguíneos ou inflamação. Podem se manifestar desde manchas planas até pequenas vesículas ou bolhas. Transmissão: contato com secreções nasofaríngeas ou aerossol; é transmissível de 3 dias antes até 4-6 dias após o início do exantema. O quadro clínico da doença pode ser dividido em 3 fases:
• Fase prodrômica: febre elevada, conjuntivite com fotofobia, tosse e manchas de Koplik (pequenas manchas brancoazuladas encontradas na mucosa oral)
• Fase exantemática: exantema morbiliforme com progressão craniocaudal, começando próximo a linha de implantação capilar, na região retroauricular e nuca
• Fase de convalescença: descamação furfurácea na mesma ordem em que surgiram as manchas, geralmente poupando pés e mãos (semelhante a farelo); a tosse é o último sintoma a desaparecer Vacinação: A doença é evitada pela vacinação. A vacina, composta por vírus vivos atenuados, é disponibilizada na rede pública e faz parte do Calendário Básico de Imunização da Criança, sendo administrada aos 12 e aos 15 meses de idade. Adolescentes e adultos não vacinados recebem a vacina tríplice viral. Sempre lembrando que mesmo vacinado, o indivíduo pode apresentar a doença, porém as manifestações serão mais brandas e a transmissibilidade será menor. O sarampo pode gerar diversas complicações:
• Trato respiratório: pneumonia, otite média aguda, bronquiolite, traqueíte, sinusite, mastoidite
• Trato gastrointestinal: diarreia e vômitos, apendicite
• Sistema nervoso central: convulsões, encefalite, panencefalite esclerosante subaguda Outras: sarampo hemorrágico, miocardite, abortamento, prematuridade e natimortalidade
• Não há tratamento específico, porém, podemos oferecer suporte:
• Hidratação adequada
• Antitérmicos (dipirona, paracetamol e outros)
• Oxigênio umidificado (nos casos de acometimento respiratório)
• Suporte ventilatório (nos casos graves)
• Vitamina A: promove a redução da morbidade e da mortalidade O paciente infectado deve evitar o contato com os suscetíveis até 4-6 dias após o início do exantema, lembrando que o tempo de eliminação do vírus pode ser mais prolongado no indivíduo imunodeprimido. Quando internado, o paciente deve ser mantido em precaução para transmissão aérea.